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Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Risco O Centro de Acolhimento é uma resposta social que surge para atender às necessidades das crianças em situação de risco, devendo caracterizar-se, fundamentalmente por garantir o acolhimento imediato e absolutamente transitório de crianças em situações de urgência, decorrentes de abandono, maus tratos, negligência ou outros factores que comprometam a sua integridade física e psicológica, num ambiente o mais próximo possível do familiar. A Fundação dispõe de dois equipamentos deste tipo, com disponibilidade para acolher 14 crianças e 12 jovens, nas faixas etárias dos 0 aos 6 anos e dos 12 aos 18, respectivamente.
O trabalho realizado nestes equipamentos contam com uma equipa multidisciplinar especializada (Psicólogos, Assistente Social, Educadora de Infância/Animadora Sócio-Cultural, Ajudantes de Acção Directa) que acompanha cada criança no sentido de efectuar estudos rápidos e diagnósticos concretos, conducentes à definição do “Projecto de Vida” adequado a cada menor, num trabalho de grande articulação com as entidades que têm competência para solicitar o acolhimento: Tribunal de Família e Menores, Segurança Social e Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. Grande parte dos menores acolhidos nestas respostas sociais, sobretudo nas faixas etárias abaixo dos seis anos de idade, tem como único projecto de vida possível a “adopção”, havendo, no entanto, famílias que, devidamente apoiadas, se conseguem reorganizar no sentido de permitir o retorno da criança à sua família biológica. Lar de Crianças e Jovens O Lar é uma resposta Social que tem por finalidade o acolhimento de crianças e jovens em risco, no sentido de lhes proporcionar estruturas de vida tão aproximadas quanto possível às das famílias, com vista ao seu desenvolvimento global e futura integração social. Neste equipamento são acolhidas 14 crianças/jovens que se incluam na faixa etária dos 0 aos 18 anos, cujo “projecto de vida” aponte para a institucionalização por um período prolongado, podendo estender-se até à maioridade ou até à criação de estruturas pessoais e educativas que lhe garantam a sua autonomia e integração social. Estes jovens, por razões disfuncionais graves da sua estrutura familiar ou pela ausência da mesma, são encaminhados para este tipo de equipamento pelo Tribunal de Família e Menores, pela Segurança Social e pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). Na sua intervenção, o Lar conta com uma equipa multidisciplinar especializada (Assistente Social, Psicóloga, Psicopedagoga Educativa, Animadora Sócio Cultural e Auxiliares de Educação) que apoia os jovens na sua formação pessoal e educativa. Constitui ainda objectivo deste equipamento, promover, sempre que possível, a reintegração dos menores na família e o acompanhamento social da mesma no sentido da criação de competências e co-responsabilização na formação pessoal dos menores acolhidos.
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