O Centro de Ocupação Infantil (C.O.I) iniciou a sua actividade a 28 de Maio de 1980. Surgiu da necessidade sentida por um grupo de pais, em assegurar aos seus filhos, um espaço lúdico/educativo que os acompanhasse diariamente nos períodos em que, por motivos profissionais, a família não o podia fazer, nem a escola oferecia resposta.

Foi constituído por escritura pública em 23 de Fevereiro de 1981, na Secretaria Notarial de Setúbal, tendo a sua publicação sido feita no Diário da República de 28 de Abril de 1981.

No início de 1981, foram adquiridas instalações e o COI inaugura a resposta social Actividade de Tempos Livres, a cerca de 30 crianças. Colmatando assim esta necessidade da Comunidade.

Foi oficialmente reconhecido como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), com o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública a 19 de Setembro de 1981, sendo registado no livro das "Associações de Solidariedade Social".

Logo em 1982, procurando dar resposta às solicitações da comunidade, alarga o seu âmbito de intervenção à resposta social Jardim Infantil, passando a acolher crianças com idades compreendidas entre os três e os cinco anos.

Em Maio de 1987 transferiu-se para o actual edifício na Av. Zeca Afonso, instalações construídas e cedidas pela Câmara Municipal de Palmela, com o objectivo de alargar o âmbito da sua intervenção social abrindo a resposta social creche.

Em 1990 obteve alvará para a leccionação do 1º Ciclo.

No mesmo ano alarga a sua acção à Herdade de Rio Frio, desenvolvendo aí actividades na área de Creche e Jardim de Infância, além de ocupação de tempos livres em férias, actividades culturais e recreativas.

Posteriormente, a 3 de Março de 1995, aprovou em Assembleia Geral, alterações aos estatutos, tendo o seu averbamento sido efectuado em 18 de Maio de 1995, nos termos do Nº2 do Artº13 do livro das "Associações de Solidariedade Social", passando o Artigo Terceiro dos Estatutos da Instituição a ter a seguinte redacção:

a) Creches e Jardins de Infância

b) Centros de Actividades de Tempos Livres

c) Lares de Apoio a Crianças e Jovens

d) Lares e Centros de Dia ou de Convívio para Idosos

e) Colónias de Férias

f) Comunidades Terapêuticas, Centros de Dia para Toxicodependentes e Lares de Reinserção.

g) Centros Comunitários e Interinstitucionais de Intervenção Sócio Educativa

h) Creche Familiar e Apoio Domiciliário"

Esta nova formulação permitiu o alargamento a outras áreas de actividade social e a 4 de Outubro de 2001, inaugurou-se um Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Risco, dos 0 aos 6 anos, nas suas instalações de Rio Frio.

A 10 de Janeiro de 2003 foi ainda aprovada, em Assembleia Geral, nova alteração ao artigo 3.º dos estatutos no sentido de dar resposta a novas realidades socioeconómicas da freguesia, tendo sido incluída a alínea i):

"Criar e fomentar oportunidades, programas de formação profissional e medidas de Inserção Social, quer segundo projectos da sua própria iniciativa, quer mediante acordos com outras entidades, públicas ou privadas."

Esta nova formulação permitiu o alargamento da actividade à Formação Profissional na área social, iniciando-se e concluindo o processo de certificação, como entidade formadora pelo então Instituto da Qualidade de Formação, reconhecimento que ainda se mantém.

A 14 de Fevereiro de 2003, foi inaugurada a Residência de Idosos, com capacidade para 30 Idosos, iniciando-se uma nova perspectiva de intervenção social, intergeracional, no âmbito do projecto "Ser Criança Ser Idoso".

Ainda em 2003, foram feitas as obras de remodelação/adaptação de um imóvel para a abertura de um Lar de Crianças e Jovens. Este equipamento, cuja inauguração teve lugar a 28 de Fevereiro de 2004, proporciona acolhimento prolongado a um grupo de 14 crianças e jovens de ambos os sexos, abrangendo uma faixa estaria dos 0 aos 18 anos, podendo ser encaminhados pelo Tribunal de Família e Menores, pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens ou pela Segurança Social.

Em 2005 foi adquirido um imóvel, que após sofrer as remodelações necessárias, para acolher um Centro de Acolhimento Temporário para a faixa etária dos 12 aos 18 anos, resposta social inexistente até ao momento, no Concelho de Palmela, cuja inauguração veio a acontecer em 21 de Dezembro de 2007.

Em continuidade do projecto "Ser Criança, Ser Idoso", em Setembro de 2005, iniciou-se um Serviço de Apoio Domiciliário no sentido de dar resposta a idosos que, com o devido apoio, podem permanecer no seu lar, de forma a retardar o seu processo de envelhecimento e/ou integração em Lar.

Devido à forte dinâmica de crescimento da Instituição e após decisão em Assembleia Geral, iniciou-se o processo de mudança da figura jurídica de associação Centro de Ocupação Infantil, para uma Fundação IPSS.

Em Dezembro 2005 é lavrada escritura pública através da qual se inicia o processo de extinção da Associação Centro de Ocupação Infantil e da transferência de todas as obrigações e direitos daí decorrentes para a então constituída FUNDAÇÃO COI. Em tal data verifica-se a publicação na 3.ª Série do Diário da República, dos Estatutos.

A 10 de Fevereiro de 2006 é entregue o processo, devidamente instruído, para reconhecimento da Fundação COI, no Ministério do Trabalho e Segurança Social.

Por despacho de 05/12/2006 do Secretário de Estado da Segurança Social é conferido o estatuto de Fundação de Solidariedade Social e de Utilidade Pública, sendo o registo lavrado em 27/12/2006 pela inscrição nº25/05 nas fls.115 e 116 do livro nº 6 das Fundações de Solidariedade Social, e publicado em 13 de Fevereiro de 2006, na 3.ª Série do Diário da República.

Em Janeiro de 2007, é estabelecido um protocolo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional de Setúbal, que prevê o desenvolvimento de ações conjuntas no âmbito do acompanhamento dos desempregados, beneficiários de prestações de desemprego, nomeadamente o cumprimento do dever de apresentação quinzenal.

A 16 de Março de 2007 realiza-se a cerimónia de tomada de posse dos membros do Conselho de Fundadores e do Conselho de Administração.

Administrativamente, a Fundação dá continuidade à actividade exercida pela Associação Centro de Ocupação Infantil a partir de 01 de Abril de 2007 e em 2 de Julho deste mesmo ano tomam posse o Conselho Consultivo e o Conselho Fiscal.

Em Novembro de 2007 foi inaugurado um Espaço de Saúde “Farmatural”, com o intuito de criar mecanismos de autofinanciamento tendo em vista a sustentabilidade económico-financeira na percussão da Missão, Visão e Valores da Fundação COI.

A 21 de Dezembro de 2007 é inaugurado o Centro de Acolhimento Temporário para a faixa etária dos 12 aos 18 anos resposta social inexistente até ao momento, no Concelho de Palmela.

Em Novembro de 2008, foram inauguradas as novas instalações do Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Risco I (0 - 6 anos), obra cofinanciada pelo Fundo Social Europeu, situada na zona sul de Pinhal Novo. Trata-se de um novo edifício, construído de raiz e que permitiu aumentar o número de respostas até então existentes, para 20 e acoplou também uma nova estrutura de creche, com capacidade para 66 clientes.

Em Outubro de 2009 foi inaugurado o Núcleo Museológico da “Casa Caramela” e a Quinta Pedagógica, um espaço lúdico e educativo inovador (Moderno Conceito de Eco Educação), ao ar livre, no qual se desenvolvem estratégias de sensibilização para a preservação dos valores culturais, patrimoniais e ambientais da região Caramela.

Em Julho de 2009 foi efetuada uma candidatura ao Programa Modelar, com vista à construção de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados, na tipologia de Longa Duração e Manutenção.

Em Dezembro de 2009, através de candidatura a financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian foi possível desenvolver um projeto de Banco de Ajudas Técnicas, resposta esta que abrange as pessoas que, estando a residir no seu domicílio, necessitam de equipamentos que lhes facilitem a mobilidade e o regular funcionamento da sua vida diária.

Ainda, em Dezembro de 2009 foi assinado um protocolo com o Centro Distrital da Segurança Social para o desenvolvimento de um Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP), como atividade complementar aos Centros de Acolhimento e Lar de Jovens, assim como complementar no apoio familiar dado no âmbito das duas equipas do Rendimento Social de Inserção, nas freguesias de Pinhal Novo e Poceirão.

A 29 de Maio de 2010, foi inaugurado um Lar Residencial e Residência Autónoma, projectos direcionados para a população portadora de deficiência, projeto que foi alvo de candidatura ao Programa Pares.

Em Junho de 2010 foi assinado o contrato de atribuição de apoios financeiros a pessoas colectivas privadas sem fins lucrativos, entre a Fundação COI e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT, IP), para a construção de raiz de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Longa Duração e Manutenção, inserido no âmbito do Programa Modelar e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

A 13 de Outubro de 2010 foi inaugurada a “CliniCOI”, que sendo uma Unidade Privada de Saúde, vem criar um serviço especializado nesta área, que apoia as respostas sociais da instituição e, simultaneamente, cria mais um recurso disponível à comunidade. Por outro lado, surge na perspetiva de dinamizar a política económica de desenvolvimento sustentado da Fundação.

Em janeiro de 2012 foi inaugurada a Loja Social, que visa dar uma resposta solidária, de intervenção na emergência social. De forma a alargar a abrangência dos serviços prestados, foram inauguradas novas instalações no Poceirão, encontrando-se atualmente a funcionar em ambas as localidades.

Ainda em abril de 2012 foi assinado protocolo com o Instituto de Segurança Social ao abrigo do Programa de Emergência Alimentar, para a abertura de uma Cantina Social, que representa uma medida de apoio alimentar imediato, num total de 65 refeições.

Abertura e entrada em funcionamento da Residência Autónoma, já inaugurada em 29 de Maio de 2010, tendo-se assinado o Acordo de Cooperação com a Segurança Social, cuja instrução de processo para solicitação de acordo datava de 26/04/2010.

Em 2013 inaugura a primeira casa abrigo para mulheres em risco do Concelho de Palmela, a Casa Abrigo Dolores, “Comunidade de Inserção” (aguarda celebração de protocolo de cooperação com o Instituto de Segurança Social, I.P.).

Neste mesmo ano alcança a Certificação Total de Conformidade referente à Certificação ISO 9001:2008 e Certificação dos Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais (MAQRS) – Nível A.

Em Dezembro de 2013, celebra um protocolo com Instituto da Segurança Social I.P., para o Alojamento de Emergência Social (AES), com capacidade para 14 utentes, em apartamentos localizados no Montijo.

Ainda em Dezembro de 2013, celebra o Protocolo com o Instituto de Segurança Social, I.P. para a resposta social “Centro de Atividades Ocupacionais” (CAO), encontrando-se a funcionar desde essa data. O CAO é um equipamento complementar ao Lar Residencial e Residência Autónoma.

No mesmo edifício funcionam as respostas sociais Lar Residencial, Residência Autónoma e CAO, e, no segundo piso, foram criadas instalações de fisioterapia, que funcionarão de forma integrada com as restantes respostas sociais e disponível à comunidade. No seu conjunto, formam um complexo integrado de apoio à deficiência.

Para as Creches da sede e Vila Bela foi aprovada, ainda em 2013, a comparticipação complementar mensal, prevista para as respostas sociais de creche que praticam um horário de funcionamento superior a 11 horas diárias.

Em fevereiro de 2014, foi adquirido um novo apartamento no Montijo ao Instituto de Gestão Financeira do Instituto de Segurança Social, tendo sido alvo de remodelação com vista ao reforço da resposta urgente de alojamento transitório, integrado na Rede de Emergência Nacional.

No mesmo mês, a Fundação COI foi certificada pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), como entidade formadora nas seguintes áreas:

090 – Desenvolvimento Pessoal;

222 – Línguas e literaturas estrangeiras;

347 – Enquadramento na organização/empresa;

482 – Informática na ótica do utilizador;

723 – Enfermagem;

761 – Serviços de apoio a crianças e jovens;

762 – Trabalho social e orientação;

814 – Serviços domésticos;

862 – Segurança e higiene no trabalho.

Em março de 2014, foi prorrogada a convenção da rede solidárias de cantinas sociais, tendo sido alargada a oferta diária de refeições para as 100 refeições diárias.

Em novembro de 2014 o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), que já esteve no seu funcionamento pleno, certificou o seu sistema de gestão da qualidade pela Norma ISO 9001:2008, e ainda alcançou o nível A de certificação pelos manuais da qualidade do instituto da segurança social. Desta forma foi estendida a certificação da Fundação COI a mais uma resposta social.

Em setembro de 2015 foi realizada uma candidatura ao Programa Contratos Locais de Desenvolvimento Social – 3ª Geração (CLDS-3G). O projeto apresentado constitui um instrumento de política social de proximidade e que teve por base dois instrumentos de planeamento concelhios: Plano de Desenvolvimento Social e Diagnóstico Social, isto porque a Fundação COI foi escolhida pelo Conselho Local de Ação Social de Palmela, como Entidade Coordenadora Local da Parceria. Nesta sequência, convidou como Entidades Locais Executoras das Ações o Centro Social da Quinta do Anjo e a ADREPES (Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal).

Em outubro de 2015, foi celebrado um Protocolo com a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), no qual a Fundação COI se disponibiliza a acolher e prestar o apoio necessário à integração de três famílias de refugiados. As famílias ficarão instaladas em três dos apartamentos localizados no Montijo.

Em Novembro de 2015, a Fundação COI festejou o seu trigésimo quinto aniversário (35 anos de existência, completados no dia 2 de fevereiro de 2015). Este marco foi comemorado durante uma semana com a realização de diversos eventos que culminou na realização do Seminário “Fundação COI – 35 anos a Impulsionar o Desenvolvimento Social da Comunidade” que pretendeu dar a conhecer aos parceiros e colaboradores da instituição a sua história, desde a sua génese até à data, e promover um momento de reflexão e debate sobre o impacto que esta instituição teve na comunidade, e do impacto que as IPSS, em geral, têm na economia das comunidades. Este foi o momento escolhido para fazer um balanço, após três décadas de terceiro setor em Portugal, estabelecer comparações e promover a discussão relativamente ao futuro deste setor, das IPSS e da comunidade. Marcaram presença uma centena de convidados, de entre os quais destaca-se a presença de representantes de organismos públicos e instituições nacionais de carácter social.

Em dezembro de 2015, a Fundação COI ganhou o primeiro lugar, após candidatura realizada ao “Prémio Redes para o Desenvolvimento”. Trata-se de um projecto para a promoção da educação para a cidadania global no Concelho de Palmela, através de sessões de sensibilização e atividades práticas no âmbito dos dezassete novos objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O projecto terá a duração de 8 meses, terminando em agosto de 2016.

No final do ano de 2015, inaugurou-se o Centro de Fisioterapia, concluindo-se o propósito de reunir num único edifício (Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência), um conjunto de serviços de apoio a pessoas com deficiência, institucionalizada ou não: Lar Residencial; Residência Autónoma; Centro de Atividades Ocupacionais e Centro de Fisioterapia.

Em Janeiro de 2016, iniciou-se o protocolo com o Centro Hospitalar de Setúbal, EPE para o fornecimento de “M. Comp. Terap. – Fisioterapia, para o ano de 2016”. Com este acordo que tem a duração de um ano o Centro de Fisioterapia, começou a receber utentes referenciados pelo Centro Hospitalar de Setúbal para consulta e tratamentos de medicina física e de reabilitação.

Em abril de 2016, no âmbito do protocolo com a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), recebemos a primeira família de refugiados (um casal com uma criança menor), e em outubro de 2016 recebemos a segunda família (dois adultos e duas crianças).

Em julho de 2016, foi assinado o protocolo de Cooperação com o Instituto de Segurança Social, I.P. – Centro Distrital de Setúbal para o funcionamento da Casa Abrigo Dolores. Em agosto de 2016, teve inicio o funcionamento da Casa Abrigo Dolores. Esta estrutura dá resposta a 12 utentes, mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhadas ou não dos respetivos filhos menores.

No final do primeiro semestre de 2016, a Fundação efetuou a renovação da certificação da qualidade por mais um ciclo de três anos. Assim, a Fundação manteve a dupla certificação inicial de certificação da qualidade pelos manuais da qualidade do Instituto de Segurança Social, I.P. e pela Norma Portuguesa ISO 9001:2008.

Em agosto de 2016, foi aprovada a candidatura ao projeto Contratos Locais de Desenvolvimento Social – 3ª Geração [CLDS-3G Palmela (Ganhar competências, gerar oportunidades e garantir emprego], sendo que em outubro de 2016 deu-se inicio ao programa que será dinamizado durante 3 anos (2016/2019), com os seguintes eixos de intervenção: Eixo 1. Emprego formação e qualificação; Eixo 2. Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil; Eixo 3. Capacitação da comunidade e das instituições.